A política de educação é, sem dúvida, muito dinâmica: o MEC, o FNDE, o CNE, os órgãos de controle e as secretarias estaduais frequentemente atualizam políticas relacionadas a repasses, convênios e determinam novos objetivos para a melhoria da educação brasileira. Em função disso, os dirigentes municipais lidam com um cenário constantemente mutável, em que a pressão para se estar atualizado e preparado para lidar com as novas demandas é muitas vezes angustiante.
Além disso, a gestão cotidiana da educação municipal já é, por si só, complexa e desafiadora. São diversas as temáticas sob a gestão da equipe das secretarias municipais (formação de profissionais de educação, gestão de pessoas, gestão de recursos, infraestrutura, prestação de contas, processos de suporte à educação como alimentação e transporte, entre tantos outros), além de situações excepcionais que repentinamente passam a ocupar a atenção dos gestores (como greves, acidentes, condições meteorológicas extremas).
A experiência nos mostra que um espaço para que as dificuldades, aprendizados e soluções possam ser compartilhadas entre pares, diminui o sentimento de isolamento dos gestores da educação e muitas vezes apoia numa demanda cuja solução parecia distante.